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23/07/2015, por Gláucia Ribeiro (Fonte: Jornal O Popular, Caderno Opinião)
Medo e verdade dos homens
Vivemos uma era de medo. Este tão distorcido sentimento, que atribuímos aos outros , nascem de nossa própria angústia. A intolerância pelas crenças do outro, pelo jeito de pensar e viver daquele que não sou eu nos incomoda, pois ameaça diretamente o conforto de crer que as coisas são como pensamos que são. É que “narciso acha feio o que não é espelho”.

Na verdade, o narcisismo ilustra bem este assunto. Narciso, ao apaixonar-se pela sua própria imagem refletida na água, preferiu a fixação pela aparência e teve como pena perder sua vida. Assim está o homem da sociedade contemporânea, talvez agora numa condição mais grave que Narciso, pois não basta evitar os espelhos por onde passa, precisa ainda garantir que os outros o vejam e apreciem sua beleza, reconhecendo-a pelo mundo virtual afora.

Trazendo a reflexão para a prática nua e crua, troca-se a palavra beleza pela palavra razão. Os homens de nosso mundo têm se achado tão certos de que combatem a intolerância, pedem respeito ao seus direitos, mas praticam seus próprios delitos de maneira automática e talvez ignorantes da própria contradição. Ao mesmo tempo em que se condena o partido político contrário por ideias reacionárias, prega suas próprias ideias de separatismo ou mesmo de destruição de patrimônios públicos ou privados.

Enquanto se julga um criminoso por crime de ódio, incentiva o rancor contra homossexuais ou o armamento da população. Vemos a toda hora essas situações na imprensa. Grupos de manifestação GLS, que fazem passeata para pedir direitos iguais e respeito às diferenças, depois fazem troças das crenças religiosas de outros. O que seria isso? Vingança ou tentativa de impor a própria verdade sobre o outro? Não basta ser respeitado, é preciso ser considerado certo.

Se a sua razão em algum momento é ameaçada, imediatamente busca seus argumentos sociais e políticos para denegrir e desacreditar o oponente. Acabaram-se as negociações. Entretanto, o homem ainda precisa de seus oponentes. Sob sua sombra é possível esconder os medos distorcidos. Todos estão viciados no medo, na adrenalina de nos defendermos das ameaças. “O inferno são os outros”, já dizia Sartre. Os outros que estão sempre com uma arma linguística apontada para a cabeça de cada um.

E assim acontece dentro das famílias, das igrejas, nos grupos de trabalho, nos grupos de vivência terapêutica, eixos sociais onde deveriam reinar a generosidade. Assim também ocorre nos partidos políticos, nas redes sociais afora e dentro da nossa empresa, entre colegas, entre sócios, entre equipes, entre o comercial e o backoffice.

É comum empresas que se dissolvem por conflitos entre irmãos, herdeiros, onde cada um de seu lado se esforça para exercer o poder da verdade sobre o outro. Isto se estende para a dissolução de vínculos familiares e desafetos. É comum ver na mídia a briga entre as igrejas, “monstros sagrados” do exercício cristão no país, simplesmente por que cada uma deseja manter a hegemonia sobre o exercício religioso das comunidades em que atuam. É claro que é preciso considerar que por trás podem estar interesses financeiros e poder, mas para que serve o poderio financeiro senão para se garantir um lugar no mundo?

Numa observação mais profunda, é possível perceber que estamos doentes de tanto medo de perdermos nossa razão ou, quem sabe, nossas verdades, quando nos colocamos em uma posição mais vulnerável. É preciso dar a chance de perceber que a verdade pode ser libertadora e integradora ao abrir mão, relaxar e entregar-se. Morrer para este momento de pressão e angústia e viver para uma nova forma de se posicionar mais adiante.

A verdade mora no silêncio, na solidão das razões e na coragem de passar o medo sem atacar primeiro. A verdade mora atrás do medo, bem ali na mesa do seu colega do lado, onde há espaço para que suas verdades e as dele convivam em harmonia. Olhe para o bem. Olhe com compreensão de que o ser do outro é tão legítimo como o seu. A sensação é infinitamente libertadora e o medo vai embora. E mais importante, abrem-se os caminhos de uma sociedade melhor.


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