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08/06/2015, por Dayse Freitas (Fonte: Jornal O Popular, Caderno Economia)
Que a felicidade vire rotina
Ser feliz no trabalho é meta que deve ser enxergada como prioridade por profissional, dizem analistas.

Mais uma semana se inicia. Mas se a segunda-feira é para você um dia difícil, em que acorda mal-humorado só porque precisa retomar a rotina no trabalho, cuidado. Há algo de errado com você ou com a atividade que desempenha. Especialistas em carreira afirmam que é possível ser feliz no trabalho e que essa deve ser uma meta prioritária na rotina do profissional.

De acordo com um estudo da Gallup, os EUA estimam que funcionários não engajados custam cerca de US$ 450 bilhões a US$ 550 bilhões por ano em perda de produtividade. Algumas das razões pela insatisfação dos trabalhadores são seus salários e gestores negligentes.

Porém o descontentamento no ambiente de trabalho não diz respeito apenas ao empregador. O empregado também deve ser responsabilizado pela própria felicidade. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Carreira da FGV Goiânia, Gláucia Ribeiro, são infelizes aqueles que ainda não descobriram o seu talento.

Reflexões
Gláucia afirma que o profissional que busca ser feliz precisa responder para si mesmo, os seguintes questionamentos: Até que ponto estou trabalhando com prazer? Quando eu passo do prazer para um sentimento de angustia e ansiedade? “Se está tento prazer nos resultados alcançados, o profissional está feliz. Mas, se não consegue gerar resultados positivos, a angustia se faz presente e ai que mora a infelicidade”.

Para medir a felicidade no trabalho, o primeiro passo é uma reflexão de si mesmo. Gláucia explica que há uma série de fatores que podem construir uma rotina de trabalho feliz e harmoniosa. Mas antes de tudo, o profissional precisa se mexer, entender o mercado, buscar formação e conhecer os motivos que o prende na infelicidade.

“É preciso encontrar aquela atividade que faça o coração vibrar e tirar momentos de reflexões, momentos de auto conhecimento, mesmo em silêncio. Encontrar o que tem de melhor, focar nas soluções e não nos problemas. O profissional deve sair da situação de reclamação e negatividade. Vá para o lado positivo do trabalho”, orienta Gláucia.

Ela pondera que para manter o pico da felicidade é necessário encontrar novos objetivos. “O estado de felicidade não tem um pico final. Para preservar essa jornada diária, o profissional precisa buscar novos desafios e novos objetivos”. Em geral, é mais fácil ser feliz no trabalho quando há uma correspondência entre o tipo de atividade que se gosta de desempenhar e a função e o cargo para o qual se é designado. E alcançar esse estado exige dedicação e atenção com a própria conduta.


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